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Família não é mole...

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Meus sogros tem um amor incondicional um pelo outro. Minha sogra e meu sogro se amam na mesma proporção que se odeiam, e tudo acontece muito rápido, um beijo vira louças quebradas em menos de 12 segundos. E brigas de família sempre geram boas histórias. A que mais gosto, foi num domingo; quebraram um pau que foi a coisa mais linda, daquelas de quebrar tido dentro de casa. Os dois não são fáceis, então imagine uma peleja onde ninguém cede. Minha sogra pega o carro e sai portão a fora, e meu sogro fica em casa, puto da cara. Até aí, tudo bem. Minha esposa vai visitar a vó, e lá está minha sogra, cuspindo marimbondos contra o fato. Almoçaram, se acalmaram, e a sogra resolve fazer uma “quentinha” pro sogro; mas não vai levar! Muita afronta! Manda minha esposa ir lá e levar pra ele. Minha mulher chega na casa deles, e entrega a vianda pro meu sogro, que pergunta o que é. “Mamãe mandou pra você almoçar”, diz ela. Ele pega a quentinha, coloca entre a mão e o antebraço, naquela posição clássic...

Festa em família

Festas de família são sempre grandes ocasiões! Principalmente, para treinar sua “psicologia de disseminação inverídica”; desinformação, a habilidade de semear raiva e discórdia, Sun Tzu e a Arte da Guerra. Fake News. Principalmente se não for a SUA família, onde o pessoal não sabe brincar e fica de mal por anos, até mesmo com algumas vias de fato. Mas vamos lá. Se você souber se colocar numa posição estratégica, no ambiente, num canto da festa, e tiver um pouco de paciência, em poucas minutos, você será um “Forças Especias” no campo inimigo; terá aliados que nem imaginava, e verá o pau quebrar instantaneamente na festa. É como pescar em um aquário. Procure ficar perto das tias ou das avós. As mais velhas, de preferência. Elas gostam de companhia, e, em poucos minutos, começa a fofocaiada. Roupas, moda, vida dos outros... Aguarde pacientemente o momento, ele não demora a chegar. Fique com aquele olhar de quem não está prestando atenção no papo, até ouvir o comentário chave de uma ...

Estava indo bem...

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Meados de 1997... Juventude plena, poucos cabelos brancos, pouca grana no bolso, nada de maturidade na cabeça e muita testosterona. Fim de festa e da noite. Foi também o final de qualquer “plano romântico” pro fim de semana. Digamos que naquele dia, as gazelas correram mais que os leões. Mas tudo bem! Bateu a fome, e resolvemos comer algo nutritivo! Às 4 da manhã!  Mas em Porto Alegre.. .?  Mcdonalds!  Lógico! Nada melhor do que um hambúrguer (do tamanho de uma bolacha recheada cheia de ingredientes que fazem seu coração parar), pra aplacar aquela decidida e imperiosa fome que nos avassalava! Como dois bárbaros oriundos de uma batalha perdida, adentramos o Mcdonalds da Silva Só. Meu amigo possui um grande senso de humor, mas nesse dia era acompanhado de um forte hálito etílico. Peguei meu sanduíche e sentei-me à mesa. Notei que ao lado, uma moça bonita sentava na mesma posição, e aproveitava suas fritas, muito séria. Eu não tinha esperanças pra mais nada à...

Veraneio Gaúcho

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Está chegando o verão e com ele o “veraneio”, como chamamos aqui no Sul. Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, re-entrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro. Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estarem Santa Catarina. Característica nossa, não gostamos de intermediários. Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima. O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa. É marrom! Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em ...

O mundo é curvo...

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Das várias amizades que Deus me deu o privilégio de ter, não sei se por coincidência ou castigo, todos são extremamente debochados. Posso dizer sem dúvida que meus amigos não perdem a piada. E você que se dane... não interessa aonde e/ou com quem você esteja. E isso já me rendeu grandes constrangimentos! Só que o mundo é curvo. Num casamento... Tudo prefeito. Festa perfeita, convidados e tal. AABB em Porto Alegre lotada de gente, todo mundo de ternos e vestidos impecáveis. Realmente estava tudo correndo muito bem... ... até entrar um Ômega Suprema, todo preto, e em branco nas laterais, lia-se “Funerárias Reunidas”... Desce um moço de terno preto. Nos braços, uma bela coroa de flores, onde podia-se ler nas "fitas": “Saudade Eterna dos Amigos”. Imagine o resto...

A cena

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O futebol do final de semana nos proporciona mais do que um exercício. É o dia de colocar as tensões da semana, as incomodações da vida e tudo que é ruim pra fora. A turma discute, se xinga, falam barbaridades. Quem vê de fora, tem a nítida impressão de que 28 barris de pólvora estão prontos pra explodir, basta uma faísca... Mas em todos esses anos, nunca brigamos (entre nós...). A coisa fica dentro de campo. Quando o jogo termina, todo mundo se abraça, riem uns da cara dos outros, falam um monte de besteiras e quem tá de fora não entende mais nada. Eram 28 homens que estavam prontos pra se matarem e agora deixam o campo dando risada... Realmente, o futebol é algo impressionante. Só que esse nosso “convívio sabadesco” proporciona mais do que simples histeria coletiva, alucinações (sim, tem gente que acha que é craque...) e gols! A turma proporciona coisas fantásticas, hilariantes, de pessoas sentarem-se pra assistir, e rir muito. Sim, nosso futebol de fim de semana tem público! Porque,...

Mãe é mãe...

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No auge da minha adolescência, eu era um homem múltiplo. Jogava futebol no Inter, fazia judô no Gaúcho e nadava no Maury Fonseca. Não tinha dia que eu não tivesse no mínimo duas atividades. Sem contar as aulas de piano e tantas outras coisas que minha família tinha me arrumado. “Cabeça vazia é oficina do diabo”, dizia meu avô. E eu tinha o dia inteiro lotado... das seis da manhã até as oito da noite. Só que havia um problema... eu chegava em casa MORTO DE FOME! E nada me satisfazia. Eu vinha no trajeto de volta para casa pensando no que eu comeria... chegava rastejando, parecia um somáli que adentra uma churrascaria! Bom... Meus omeletes nunca tinham menos do que oito ovos. O normal eram uma caixa (12). Meus sanduíches tinham sempre cinco ou seis andares. E Nescau... eu tomava um litro na sentada. A mesa era um furdúncio, eu comia tudo que tinha pela frente. E tenho testemunhas pois era o assunto da família. Fora minha mãe, que todo o dia, dizia a mesma coisa: - Come devagar, guri! O m...