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Mostrando postagens de 2009

O mundo é curvo...

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Das várias amizades que Deus me deu o privilégio de ter, não sei se por coincidência ou castigo, todos são extremamente debochados. Posso dizer sem dúvida que meus amigos não perdem a piada. E você que se dane... não interessa aonde e/ou com quem você esteja. E isso já me rendeu grandes constrangimentos! Só que o mundo é curvo. Num casamento... Tudo prefeito. Festa perfeita, convidados e tal. AABB em Porto Alegre lotada de gente, todo mundo de ternos e vestidos impecáveis. Realmente estava tudo correndo muito bem... ... até entrar um Ômega Suprema, todo preto, e em branco nas laterais, lia-se “Funerárias Reunidas”... Desce um moço de terno preto. Nos braços, uma bela coroa de flores, onde podia-se ler nas "fitas": “Saudade Eterna dos Amigos”. Imagine o resto...

A cena

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O futebol do final de semana nos proporciona mais do que um exercício. É o dia de colocar as tensões da semana, as incomodações da vida e tudo que é ruim pra fora. A turma discute, se xinga, falam barbaridades. Quem vê de fora, tem a nítida impressão de que 28 barris de pólvora estão prontos pra explodir, basta uma faísca... Mas em todos esses anos, nunca brigamos (entre nós...). A coisa fica dentro de campo. Quando o jogo termina, todo mundo se abraça, riem uns da cara dos outros, falam um monte de besteiras e quem tá de fora não entende mais nada. Eram 28 homens que estavam prontos pra se matarem e agora deixam o campo dando risada... Realmente, o futebol é algo impressionante. Só que esse nosso “convívio sabadesco” proporciona mais do que simples histeria coletiva, alucinações (sim, tem gente que acha que é craque...) e gols! A turma proporciona coisas fantásticas, hilariantes, de pessoas sentarem-se pra assistir, e rir muito. Sim, nosso futebol de fim de semana tem público! Porque,...

Mãe é mãe...

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No auge da minha adolescência, eu era um homem múltiplo. Jogava futebol no Inter, fazia judô no Gaúcho e nadava no Maury Fonseca. Não tinha dia que eu não tivesse no mínimo duas atividades. Sem contar as aulas de piano e tantas outras coisas que minha família tinha me arrumado. “Cabeça vazia é oficina do diabo”, dizia meu avô. E eu tinha o dia inteiro lotado... das seis da manhã até as oito da noite. Só que havia um problema... eu chegava em casa MORTO DE FOME! E nada me satisfazia. Eu vinha no trajeto de volta para casa pensando no que eu comeria... chegava rastejando, parecia um somáli que adentra uma churrascaria! Bom... Meus omeletes nunca tinham menos do que oito ovos. O normal eram uma caixa (12). Meus sanduíches tinham sempre cinco ou seis andares. E Nescau... eu tomava um litro na sentada. A mesa era um furdúncio, eu comia tudo que tinha pela frente. E tenho testemunhas pois era o assunto da família. Fora minha mãe, que todo o dia, dizia a mesma coisa: - Come devagar, guri! O m...

Amigos, amigos...

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Fui morar sozinho com 18 anos. E fazia TODAS as coisas que não podia quando morava com a família... comer presunto e queijo sem pão, almoçar as 18h, acordar as 14h, Deixar a louça na pia pra ver como a vida surge do nada, lavar cuecas e meias na lavanderia junto com as outras roupas... enfim, um paraíso! Na época, um “amigo-irmão” saiu de casa e tava migrando por aí. Falei com ele pra alugarmos um apê grande, e rachamos a despesa. Dizem que morar com amigos é um tiro no pé. Mas acho que dei sorte, pois a casa era de um alto astral que nunca vi em nenhuma outra. Claro que os sacanas da turma não iriam deixar barato. No primeiro aniversário que rolou, todo mundo com as respectivas companheiras, esposas namoradas e afins... e os caras me largam na roda que eu e o Alex éramos o casal mais feliz da festa. Pura sacanagem! Resolvi dar uma incendiada na festa, já que tava todo mundo “casado” mesmo... retribuir a sacanagem, né? - Bah, pessoal... Eu não sabia que casamento era tão bom assim! Eu ...

My bad

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Fui na casa de um amigo levar 20 pacotes de fraldas, que foram prometidos quando ele soube que seria pai. Só que me atrasei um pouco na entrega, levei uns cinco meses pra aparecer... mas bravamente, honrei minha palavra. Entrei, larguei aquele “monte” de pacote, apertei a barriga do meu amigo juntamente com um comentário simpático do tipo “Pensei que a criança já tivesse nascido...”, e algo mais do gênero. Coisa de amigos. A mulher dele deu uma risada, falamos algumas bobagens, e fui a cozinha reclamando que era quase seis horas e nem tinham feito o café ainda... Tudo nos conformes! Afinal, a gente visita amigos pra criar problema, não pra resolver... Não sei o que eles ficaram falando na sala, mas tinha uma caneca com leite no fogão... Pensei comigo “Bah, foi só falar”. Coloquei um pouco num copo e dei um gole. Mas se fosse de merda seria mais gostoso. Pior que talhado! Cheguei na sala com o copo na mão, e do alto da minha vasta experiência em gastronomia, bradei: “Bah, esse leite ta ...

Keep Out!

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Existe dentro da nossa turma de amigos um pequeno e seleto grupo, que não é uma dissidência, mas uma “ramificação” da tribo. E o que nos difere dos outros é algo muito simples (para nós...) mas terrível para qualquer outro: O nível da brincadeira, da sacanagem. Somos amigos a mais de 15 anos, falamos as maiores barbaridades do outro, que recebe a “sacanagem” com bom humor, e tudo termina em uma grande risada geral... Não por serem pessoas brincalhonas, mas essencialmente por aceitar as brincadeiras, sem medo de rir de si mesmo. Hoje em dia não aceitamos mais membros nesse seleto grupo. Não por vaidade ou megalomania, mas sim porque sempre aparece aquele que não aceita a volta. E aí que se segue a história! Cheguei um dia no futebol de fim de semana da turma. Todo mundo reunido, e um conhecido que nunca participara de uma brincadeira “mais forte” me larga essa, na frente de todo mundo: - Ô Augusto... ou tu tá com caspa, ou é “pó de chifre” que tem no teu ombro. Nem deixei o pessoal rir:...

O Exorcista

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Gre-Nal em Porto Alegre! Nem o Natal é tão importante! Juntamos a turma, e nos mandamos ao estádio do Grêmio. Na chegada, os gremistas rumaram ao seu lado do estádio, e nós, colorados, ao outro. Ficamos de nos encontrar no final do jogo num bar da Lima e Silva, já que a torcida visitante saia primeiro. O jogo começava pelas 16h. Chegamos no estádio às 15h. Os casados sairam de seus lares por volta de 14h... Num domingo! Rá! Imagine a felicidade das mulheres! 2x1 pro Internacional dentro do estádio adversário. Gozações, piadas e tal. A caminhada até a Lima e Silva era curta. Segue a caravana! E a bebedeira! O pessoal estava com "meio tanque", mas alguns estavam prontos pra ir até Nova Iorque sem escalas. Tinha gente botando cerveja pelo ladrão. Só eu já tinha derrubado seis latas de coca-cola! Chegamos... Lima e Silva tava lotada de gente. Sentamos... O Leonardo queria tomar a "saideira". Fodeu tudo. As 01h da manhã, ele e o Luciano resolveram que comeriam uns "...

Pai...

Meu pai é uma figura espirituosa, um guri de 60 anos. Faz coisas de caras com 22... inclusive bebedeiras, brigas, e outras impublicáveis. Mas é bem quisto por todos, e meus amigos adoram ele. É uma espécie de “ídolo” da galera, o que me deixa muito contente. Não tem festa da turma que o “Bazuca” (apelido dado na faculdade, porque ele conseguia derrubar uma goleira de futsal quando chutava no travessão... e ele conseguia isso até uns 42 anos!) não seja convidado. Bom... inauguração de uma churrascaria, de um amigo dele. Lugar legal, pra umas 150 pessoas. Nada muito chique, mas dava pra dar 3 estrelas. O pai tomou uma caipira, e na segunda ficou “soltinho”. Eu tava só olhando, já sabia que lá vinha bomba. Pedimos um xixo no espeto. Peguei o primeiro pedaço, e o pai, o segundo. Notei que tinha um pêlo de pincel no meu pedaço de carne. Mas não sou fresco, e tinha visto o cara pincelar a carne com manteiga antes de colocar no fogo. Peguei o pêlo e coloquei do lado do prato, sem alarde. O pa...

Galos x Frangos

Estive acima do peso durante uns tempos, e o pessoal da empresa não perdeu a chance, lógico... Começaram as piadinhas! Me vi na turma que era “gordinha”. E todo dia era uma piada diferente, um comentário sacana. Como eu gostava de pegar o pé de todo mundo, levava na esportiva, mas sentia que, algo precisava ser feito! (além de emagrecer...). Final de expediente, todo mundo reunido... Chegam os engraçadinhos! Uma piada, duas... eu saltei: - O problema aqui, é inveja. Vocês tem inveja da gente. O pessoal não entendeu muito, mas os gordinhos se animaram... eu iria sacanear os magros! - Os homens dividem-se em duas categorias: Os galos e os frangos. Os galos tem 3 dígitos na balança, enquanto os frangos, só tem dois. E mulher gosta de galo, não de frango... Os magros e sarados começaram a se olhar, ensaiaram um reação, mas eu continuei: - Mulher gosta de sentir peso do homem. Frango não tem peso. Aliás, frango não deixa nem pegada no chão. Já os galos... tu sabe por onde passa um galo! Olh...

Famíla é um mal necessário....

Tenho dois primos mais velhos que são um sarro. Qualquer coisa é motivo de sacanagem. Bem, esta é uma que eles me aprontaram quando eu tinha uns 11 anos... Minha irmã pegou hepatite no começo do verão, e a família toda se mandou pra Porto Alegre. Menos eu. Meus pais me largaram na casa da praia da minha tia e madrinha, onde encontrei meus primos, que têm uns 10 anos a mais que eu. Bom, estava me sentindo, né? Só andava na turma do pessoal "mais velho", e em época de praia! Eles tinham uma vizinha que beirava a idade deles, e uma noite, se juntamos todos lá. Tudo tranquilo, eu olhando as conversas e tal... e na minha, pois tinha medo de dizer muita bobagem. Tudo legal, até na hora que resolveram fazer pipoca. Era uma panela grande, e na tampa, havia uma manivela, que tu girava pra mexer o milho no fundo da panela. Mas eu, com 11 anos, não sabia porra nenhuma de cozinha. Nem de pipoca. Nem esquentava leite no fogão! E meus primos me arrumaram essa. Eu deveria ficar mexendo a ta...

Psicologia infantil

Em toda reunião do pessoal, rolam histórias dos mais diversos assuntos. Mas essa eu achei genial. Um camarada contou que, quando era pequeno, tinha mania de morder as pessoas. Principalmente o irmão mais velho, que não lhe dava umas porradas não sei por quê. A mãe dele vivia avisando que aquilo era errado e tal, conversou umas duas vezes com ele e deu. Um belo dia, ele tacou uma mordida no irmão de sangrar o braço. A velha pegou ele pelo braço, e levou pro pátio dos fundos. Largou ele no pátio e entrou casa adentro. Voltou de lá com uma coleira de cachorro, um pote d'água e um outro pote de biscoitos. Colocou a coleira no pescoço dele, e amarrou na janela. mandou ele se sentar, e largou na frente dele os dois potes, o de água e o outro com biscoitos. - Se tu queres agir como cachorro, a partir de hoje, tu vai ser tratado como um. Foi uma hora de choro e um santo remédio, de acordo com os relatos dele mesmo. Nunca mais mordeu ninguém... nem de brincadeira!

Senso de humor...

Tive uma senhora como colega certa vez.. Mas ela não era bem uma "senhora". Tinha feito umas 5 ou 6 plásticas, silicone, e usava roupas que poucas gurias eu via na rua usarem. Mas... "H." era muito brincalhona. E lógico, brincando a gente diz o que quer, né? Ela não exitava em 'brincar" com o pessoal mais novo. Pelas histórias contadas por paredes, dizia a lenda que ela pegava gurizão mesmo, mas poucos tinha coragem de perguntar. O tempo foi passando e criei uma amizade legal com ela. Virava e mexia, ela dizia uma bobagem em tom de brincadeira... e eu, palhaço de família, retrucava. Mas com o tempo passei a retrucar e ficar sério, o que a deixava da cor de um tomate. Por várias vezes ela levantava-se da sua mesa e saia se abanando. Aquilo era um divertimento geral! Os colegas riam até chorar, pois sabiam da sacanagem. As colegas, no entanto, ficavam horrorizadas, pensando se no fundo eu realmente fazia em tom de gozação, ou pensava seriamente em ...

Brincadeiras à parte...

Decidimos que a praia estava monótona e resolvemos ir acampar na beira de um lago que ficava poucos quilômetros da praia. Quando somos adolescentes, temos essas idéias bestas. Sair de casa, a duas quadras da praia, pra ir acampar de barraca num lago a 5km de caminhada por cima de dunas. Mas... Chegamos no tal lugar. Armamos a tal barraca e comemos um monte de comida enlatada que tínhamos levado. Recém tinha passado o meio dia, e um dos camaradas resolveu deitar encostado numa árvore. Só que continuávamos entediados... e cabeça vazia é oficina do diabo. Alguém achou uma cobra grande, e matou a pauladas. E aí, veio a grande idéia... "Sicrano" era o cara mais fraco da turma. Não se metia em confusão, nem gostava de briga. De boa paz, mesmo. Só que naquele dia, depois de comer muita porcaria em lata, resolveu dormir no pé da tal árvore. E nós estávamos com uma cobra morta, espinhos cuidadosamente arrancados de um arbusto, um pedaço de pau, e a cabeça lotada de barbaridade....

O problema em ser irônico...

Outra de casamento, no "Momento Solene". O padre já tinha dito tudo que podia sobre todos os assuntos possíveis, e resolveu ir aos finalmentes. - Fulano, você aceita fulana como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença na alegria e na tristeza? - Sim, eu aceito! Bem nessa hora, me engasguei e desatei a tossir. Não foi de propósito, mas muita gente riu e pegou mal pra caramba. A família da noiva queria me matar na saída da igreja, e tem gente que até hoje não acredita que não foi de propósito. Mas estávamos numa igreja, e Deus é testemunha.