Senso de humor...


Tive uma senhora como colega certa vez..

Mas ela não era bem uma "senhora". Tinha feito umas 5 ou 6 plásticas, silicone, e usava roupas que poucas gurias eu via na rua usarem. Mas...

"H." era muito brincalhona. E lógico, brincando a gente diz o que quer, né? Ela não exitava em 'brincar" com o pessoal mais novo. Pelas histórias contadas por paredes, dizia a lenda que ela pegava gurizão mesmo, mas poucos tinha coragem de perguntar.

O tempo foi passando e criei uma amizade legal com ela. Virava e mexia, ela dizia uma bobagem em tom de brincadeira... e eu, palhaço de família, retrucava. Mas com o tempo passei a retrucar e ficar sério, o que a deixava da cor de um tomate. Por várias vezes ela levantava-se da sua mesa e saia se abanando.

Aquilo era um divertimento geral! Os colegas riam até chorar, pois sabiam da sacanagem. As colegas, no entanto, ficavam horrorizadas, pensando se no fundo eu realmente fazia em tom de gozação, ou pensava seriamente em atacar "H."

E eu provocava dúvidas em todo mundo. Dizia que eles faziam pouco caso dela porque nunca "passaram fome" na vida.

Se eles um dia tivessem visto a cena de Casablanca, com Scarlet segurando uma cenoura na mão e exclamando "Eu nunca mais passarei fome de novo", entenderiam do que eu falava.

Bom, vamos ao feito. Me dirigia à mesa de H. para entregar alguns papéis, e de longe já ouvi a conversa. Estavam na volta da mesma mesa mais 5 pessoas, além de mim. A conversa era sobre aleitamento materno...

Sou uma pessoa que tem um defeito grave: Com o passar do tempo, quem convive comigo sabe o que estou pensando apenas olhando pra minha cara. Isso é terrivel, porque quando tu chegas num lugar com más intenções, isso se torna muito claro.

Voltando ao feito, H. conferenciava:

- Estou dizendo; leite materno é a melhor coisa que existe. Eu mamei até os 4 anos de idade. Não existe nada melhor pra uma pessoa do que leite materno. É rico em ferro, vitaminas e minerais. As mães deveriam amamentar até quando aguentassem. Tu não acha?

Fiz uma cara bem séria e falei:

-Claro que sim. Eu mamo até hoje no peito.

Foi o caos. Colega colocando café pelo nariz, enquanto outros seguravam a risada. H. levantou-se, rosto vermelho, saiu se abanando e dizendo "Que horror! Que horror!

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