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Mostrando postagens de julho, 2009

O mundo é curvo...

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Das várias amizades que Deus me deu o privilégio de ter, não sei se por coincidência ou castigo, todos são extremamente debochados. Posso dizer sem dúvida que meus amigos não perdem a piada. E você que se dane... não interessa aonde e/ou com quem você esteja. E isso já me rendeu grandes constrangimentos! Só que o mundo é curvo. Num casamento... Tudo prefeito. Festa perfeita, convidados e tal. AABB em Porto Alegre lotada de gente, todo mundo de ternos e vestidos impecáveis. Realmente estava tudo correndo muito bem... ... até entrar um Ômega Suprema, todo preto, e em branco nas laterais, lia-se “Funerárias Reunidas”... Desce um moço de terno preto. Nos braços, uma bela coroa de flores, onde podia-se ler nas "fitas": “Saudade Eterna dos Amigos”. Imagine o resto...

A cena

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O futebol do final de semana nos proporciona mais do que um exercício. É o dia de colocar as tensões da semana, as incomodações da vida e tudo que é ruim pra fora. A turma discute, se xinga, falam barbaridades. Quem vê de fora, tem a nítida impressão de que 28 barris de pólvora estão prontos pra explodir, basta uma faísca... Mas em todos esses anos, nunca brigamos (entre nós...). A coisa fica dentro de campo. Quando o jogo termina, todo mundo se abraça, riem uns da cara dos outros, falam um monte de besteiras e quem tá de fora não entende mais nada. Eram 28 homens que estavam prontos pra se matarem e agora deixam o campo dando risada... Realmente, o futebol é algo impressionante. Só que esse nosso “convívio sabadesco” proporciona mais do que simples histeria coletiva, alucinações (sim, tem gente que acha que é craque...) e gols! A turma proporciona coisas fantásticas, hilariantes, de pessoas sentarem-se pra assistir, e rir muito. Sim, nosso futebol de fim de semana tem público! Porque,...

Mãe é mãe...

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No auge da minha adolescência, eu era um homem múltiplo. Jogava futebol no Inter, fazia judô no Gaúcho e nadava no Maury Fonseca. Não tinha dia que eu não tivesse no mínimo duas atividades. Sem contar as aulas de piano e tantas outras coisas que minha família tinha me arrumado. “Cabeça vazia é oficina do diabo”, dizia meu avô. E eu tinha o dia inteiro lotado... das seis da manhã até as oito da noite. Só que havia um problema... eu chegava em casa MORTO DE FOME! E nada me satisfazia. Eu vinha no trajeto de volta para casa pensando no que eu comeria... chegava rastejando, parecia um somáli que adentra uma churrascaria! Bom... Meus omeletes nunca tinham menos do que oito ovos. O normal eram uma caixa (12). Meus sanduíches tinham sempre cinco ou seis andares. E Nescau... eu tomava um litro na sentada. A mesa era um furdúncio, eu comia tudo que tinha pela frente. E tenho testemunhas pois era o assunto da família. Fora minha mãe, que todo o dia, dizia a mesma coisa: - Come devagar, guri! O m...

Amigos, amigos...

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Fui morar sozinho com 18 anos. E fazia TODAS as coisas que não podia quando morava com a família... comer presunto e queijo sem pão, almoçar as 18h, acordar as 14h, Deixar a louça na pia pra ver como a vida surge do nada, lavar cuecas e meias na lavanderia junto com as outras roupas... enfim, um paraíso! Na época, um “amigo-irmão” saiu de casa e tava migrando por aí. Falei com ele pra alugarmos um apê grande, e rachamos a despesa. Dizem que morar com amigos é um tiro no pé. Mas acho que dei sorte, pois a casa era de um alto astral que nunca vi em nenhuma outra. Claro que os sacanas da turma não iriam deixar barato. No primeiro aniversário que rolou, todo mundo com as respectivas companheiras, esposas namoradas e afins... e os caras me largam na roda que eu e o Alex éramos o casal mais feliz da festa. Pura sacanagem! Resolvi dar uma incendiada na festa, já que tava todo mundo “casado” mesmo... retribuir a sacanagem, né? - Bah, pessoal... Eu não sabia que casamento era tão bom assim! Eu ...

My bad

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Fui na casa de um amigo levar 20 pacotes de fraldas, que foram prometidos quando ele soube que seria pai. Só que me atrasei um pouco na entrega, levei uns cinco meses pra aparecer... mas bravamente, honrei minha palavra. Entrei, larguei aquele “monte” de pacote, apertei a barriga do meu amigo juntamente com um comentário simpático do tipo “Pensei que a criança já tivesse nascido...”, e algo mais do gênero. Coisa de amigos. A mulher dele deu uma risada, falamos algumas bobagens, e fui a cozinha reclamando que era quase seis horas e nem tinham feito o café ainda... Tudo nos conformes! Afinal, a gente visita amigos pra criar problema, não pra resolver... Não sei o que eles ficaram falando na sala, mas tinha uma caneca com leite no fogão... Pensei comigo “Bah, foi só falar”. Coloquei um pouco num copo e dei um gole. Mas se fosse de merda seria mais gostoso. Pior que talhado! Cheguei na sala com o copo na mão, e do alto da minha vasta experiência em gastronomia, bradei: “Bah, esse leite ta ...

Keep Out!

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Existe dentro da nossa turma de amigos um pequeno e seleto grupo, que não é uma dissidência, mas uma “ramificação” da tribo. E o que nos difere dos outros é algo muito simples (para nós...) mas terrível para qualquer outro: O nível da brincadeira, da sacanagem. Somos amigos a mais de 15 anos, falamos as maiores barbaridades do outro, que recebe a “sacanagem” com bom humor, e tudo termina em uma grande risada geral... Não por serem pessoas brincalhonas, mas essencialmente por aceitar as brincadeiras, sem medo de rir de si mesmo. Hoje em dia não aceitamos mais membros nesse seleto grupo. Não por vaidade ou megalomania, mas sim porque sempre aparece aquele que não aceita a volta. E aí que se segue a história! Cheguei um dia no futebol de fim de semana da turma. Todo mundo reunido, e um conhecido que nunca participara de uma brincadeira “mais forte” me larga essa, na frente de todo mundo: - Ô Augusto... ou tu tá com caspa, ou é “pó de chifre” que tem no teu ombro. Nem deixei o pessoal rir:...